segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Apresentação

Me chamo Ana, tenho 23 anos, sou casada e tenho um filho, um lindo menino, tão meigo e carinhoso, a paixão da minha vida.

Decidi voltar a escrever para expressar mais meus sentimentos e soltar um pouco da minha ansiedade, não basta só viver de medicações, precisamos aprender a lidar com as frustações. É engraçado pois antigamente não precisávamos encher o fígado de cargas genéricas para continuar levantando no dia seguinte, ou levantava ou não tinha trabalho com bonificação no final do mês/semana. 

É bizarro ter que lutar contra si mesmo todos os dias, vão me "tachar" de sem coração mas é verdade, somos uma geração super "nutella" e não podemos falar um A de desabafo que já somos diagnosticados com transtorno depressivo, ansiedade, síndrome do pânico, eu sei, a primeira vez que conversei com uma psiquiatra eu era normal e depois de 40 minutos, já não era mais eu.

Sempre tive que cuidar de tudo e de todos, família, amigos e problemas de terceiros mas nunca tive se quer um tempo para lidar com as minhas frustações, muito menos com meus sentimentos. Não sei diferenciar o que sinto de uma hora pra outra, uma mistura de hormônios que me confunde sempre que acho que estou de TPM. Eu poderia mesmo ter sido diferente, feito milhares de coisas na vida mas sempre fui cobrada em ser a perfeita e mesmo assim era xingada de coisas horríveis, como: Filha da puta, sonsa, piranha, ingrata... lembro desses no momento e sabe, ainda me machucam muito e não sei como lidar com isso, não choro quando lembro pois todas as lágrimas que deveriam cair, se foram naquela época, não consigo ter um sorriso sincero pois sempre fui ocupada demais tentando ser forte. 

O engraçado é que se eu contasse tudo isso pra minha mãe que a qual sempre disse que era minha amiga, eu estava sendo dramática e por muito tempo eu fiquei calada sofrendo sozinha. Todo mundo que a conhece acha que eu sou o monstro porque qualquer um consegue cair nas coisas que ela fala. Sou uma filha ingrata que não liga para os pais e que abandonou a família mas ninguém realmente me conhece, por isso estou escrevendo, desabafando para poder me distrair e falar um pouco quem eu sou de verdade (se eu falasse frente a frente, eu iria chorar muito e não sairia nada), não é que eu esteja planejando vingança, longe de mim mas as minhas experiências, minhas histórias que contam no momento e não as dos outros.

Amo minha família e tudo o que construí até hoje mas fazer algo por mim e quando eu escrevia a angústia ia embora. 

Enfim, espero que gostem e que compartilhem um pouco da vida comigo!

Menina dos olhos

 Era uma vez, uma menina que queria ser grande, ter a vida de gente grande mas ela não sabia o que estava por vir. Sua família tinha muitos ...